Ementa: Diante dos ataques às escolas, muitos especialistas começaram a se questionar sobre a maneira como a mídia estava lidando com estes casos. Alguns estudiosos e ativistas da área de comunicação ganharam proeminência neste período – aqueles que justamente vêm tratando do tema há tempos e afirmando aquilo que finalmente parece ter sido compreendido: a responsabilidade dos órgãos de comunicação na maneira como levam esta informação ao público. A forma como se informa é fundamental para evitar o desencadeamento de um efeito cascata destas ações. O pesquisador Roger Ferreira foi um dos estudiosos que se destacou neste período e engrossou o coro que levou os órgãos de comunicação a alterar o protocolo para reportar este tipo de informação.
Objetivo da atividade: Oferecer conhecimento sobre o impacto que a forma como a informação chega ao público, sobretudo quando se trata de informação sobre violência, pode ter sobre a sociedade; apresentar os argumentos já reunidos pela literatura nacional e internacional sobre a necessidade de haver responsabilidade e protocolos mais estritos para a comunicação sobre a violência nas escolas.
Público Alvo: Estudantes da área de humanas, pessoas interessadas em comunicação não violenta, público em geral.
Certificado: Emitido ao final da Aula Aberta
Roger Ferreira, 57, é jornalista e Mestre em Ciências Políticas (FFLCH-USP). Atuou em veículos (Folha e Veja), em campanhas eleitorais e foi secretário de Comunicação de São Paulo (2004-2006). Lançou em 2013 a iniciativa Paz na Mídia (www.paznamidia.com.br) para estudar e debater a qualidade da mídia e seus impactos na política, na sociedade e também no comportamento e na saúde das pessoas. Dirige a agência Fator F Inteligência em Comunicação, especializada em assessoria de imprensa e comunicação digital, com atuação concentrada na comunicação pública.