As tensões e os antagonismos que marcam a produção e a reprodução dos espaços urbanos adquirem expressões agudas no tempo presente. A continuidade do padrão de urbanização periférica - marcado pela segregação e por barreiras à mobilidade e ao acesso a políticas públicas - ocorre num cenário no qual despontam os impactos das mudanças climáticas. Diante desse panorama, novas configurações do medo e da insegurança, e a intensificação de um urbanismo neoliberal diversificam e aprofundam as formas de vulnerabilidade no contexto urbano.
Nesse cenário de crises múltiplas, é imperativo reconhecer que os impactos da emergência climática e do urbanismo desigual recaem de forma desproporcional sobre as populações negras, indígenas e periféricas. A segregação urbana, especialmente nos países do Sul global, é, antes de tudo, racial, expondo esses grupos a riscos ambientais e sanitários maximizados.
Ao mesmo tempo, reconfiguram-se também as formas de resistência que propõem novos imaginários sobre o urbano, seja através de produções culturais ou de variadas modalidades de ativismo. Cada vez mais, a noção de direito à cidade demanda reflexões em torno de direitos humanos básicos, como direito à vida, à liberdade e ao direito de ir e vir. Nesse contexto, o ativismo antirracista e as lutas por justiça ambiental e climática protagonizadas por comunidades negras e povos originários emergem como eixos centrais de contestação ao modelo urbano vigente.
Os debates em torno das fragilidades e potencialidades do urbano precisam abrir linhas que transpassam as disciplinas especializadas para problematizar antigas e persistentes questões, incorporando o debate racial como elemento estruturante da opressão e, crucialmente, como vetor de um projeto de cidade verdadeiramente justa e democrática. É urgente compreender e traçar intervenções sobre as consequências das questões climáticas no urbano no presente e no futuro, a partir de uma perspectiva que privilegie epistemologias e práticas de resistência territorializadas como horizonte da construção de um novo urbano.
Firma-se, portanto, o convite para que professores(as), pesquisadores(as), estudantes de graduação e pós-graduação, lideranças sociais e políticas, profissionais e gestores(as) públicos(as), privados(as) e de organizações sem fins lucrativos encaminhem seus trabalhos e colaborem para esse debate. As reflexões e investigações sobre o urbano devem pautar questões em torno de emergências climáticas, interseccionalidades, políticas públicas, saúde, história urbana, mobilidades, neoliberalismo, favelas e periferias.
Nesse cenário de crises múltiplas, é imperativo reconhecer que os impactos da emergência climática e do urbanismo desigual recaem de forma desproporcional sobre as populações negras, indígenas e periféricas. A segregação urbana, especialmente nos países do Sul global, é, antes de tudo, racial, expondo esses grupos a riscos ambientais e sanitários maximizados.
Ao mesmo tempo, reconfiguram-se também as formas de resistência que propõem novos imaginários sobre o urbano, seja através de produções culturais ou de variadas modalidades de ativismo. Cada vez mais, a noção de direito à cidade demanda reflexões em torno de direitos humanos básicos, como direito à vida, à liberdade e ao direito de ir e vir. Nesse contexto, o ativismo antirracista e as lutas por justiça ambiental e climática protagonizadas por comunidades negras e povos originários emergem como eixos centrais de contestação ao modelo urbano vigente.
Os debates em torno das fragilidades e potencialidades do urbano precisam abrir linhas que transpassam as disciplinas especializadas para problematizar antigas e persistentes questões, incorporando o debate racial como elemento estruturante da opressão e, crucialmente, como vetor de um projeto de cidade verdadeiramente justa e democrática. É urgente compreender e traçar intervenções sobre as consequências das questões climáticas no urbano no presente e no futuro, a partir de uma perspectiva que privilegie epistemologias e práticas de resistência territorializadas como horizonte da construção de um novo urbano.
Firma-se, portanto, o convite para que professores(as), pesquisadores(as), estudantes de graduação e pós-graduação, lideranças sociais e políticas, profissionais e gestores(as) públicos(as), privados(as) e de organizações sem fins lucrativos encaminhem seus trabalhos e colaborem para esse debate. As reflexões e investigações sobre o urbano devem pautar questões em torno de emergências climáticas, interseccionalidades, políticas públicas, saúde, história urbana, mobilidades, neoliberalismo, favelas e periferias.
